A sensação de não ter noção do caminho a seguir ou da atual situação da sua vida, quando confrontada de perto, pode ser destruidora.
Nada pode ser mais aterrorizante do que ter consciência de que você está perdido em dúvidas, indecisões, ilusões. O pior é não ter pra onde correr, e a eterna espera por alguma coisa que possa fazer sentido, quando na verdade você mesmo não tem nem ideia do que pode ser.
Eu tô me sentindo o Dawson, que logo depois de ter o seu filme massacrado e renegado perante várias pessoas, arrancou todos os pôsteres dos filmes que ele amava do seu quarto, os pôsteres... que pareciam as únicas coisas capazes de completá-lo.
Aí eu termino de ver o episódio e percebo... quem eu quero enganar? De longe, tudo parece tão bem feito e planejado, mas se você olhar mais perto vai ver que tá tudo borrado e confuso.
Acho que a pior parte disso tudo é você saber que ninguém vai te entender. Você pode tentar explicar quantas vezes for preciso, mas nada vai fazer sentido quando visto de fora.
Serão todos os humanos assim? Tão confusos, desnorteados... exatamente do jeito que eu me sinto nesse momento? Será que alguém já conseguiu se sentir tão bagunçado assim, a ponto de sentir uma tristeza que apenas doi dentro de você?
Eu queria sofrer por uma causa nobre, não pelos meus problemas idiotas. Eu odeio essa situação cômoda que eu me encontro atualmente. Trabalhando com meu pai, esperando começar a faculdade... do que eu posso reclamar? Não sei se é o tédio ou a falta de emoção que traz essas situações de lamúrias acumuladas à tona, mas eu queria poder fazer alguma coisa por algo ou por alguém.
Queria poder errar e aprender, dando a cara a tapa pra qualquer situação... VIVER, sabe?! Viver por alguma coisa que não seja ficar aqui escrevendo nesse blog que eu mal atualizo.
"Não posso continuar
a acreditar que a vida
seja algo tão distante..."
What is and what should never be
...
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Everlong
Fim de ano, que beleza.
Já quero adiantar meu post de revisão/2010.
No fim do ano passado, me lembro de ter pensado que esse ano tinha tudo pra ser bom. A verdade é que foi bem melhor do que eu pensei.
A verdade é que não quero fazer revisão nenhuma. Esse deve ter sido um dos meus anos mais produtivos, em que eu cultivei algumas amizades importantíssimas e arranquei outras que já estavam crescidas, mas apodreceram. Tive 56 paixões sem fundamento e esqueci todas, nunca deixando de lado os momentos engraçados que elas me proporcionaram. Abracei minha família, e quero deixá-la ainda mais próxima de mim. Fechei o ano escolar (finalmente!) sabendo do que sou capaz e consciente de que tenho que me esforçar mais, se quiser mais. Aprendi muito, com cada situação difícil e feliz que tive. Descobri que despedidas só existem para os fracos, literalmente. Sofri, chorei e amei com todos os esportes que eu acompanho, e a tendência dos vícios é só aumentar. Tive músicas marcantes, filmes marcantes, livros marcantes. Encerrei o técnico levando um puxão de orelha e com lembranças muito boas, apesar das tardes cansativas.
Sensação estranha essa... de que eu finalmente tive um ano em que acertei na maior parte das minhas decisões, de que cresci. Apesar de não gostar de me sentir mais velha, me sinto mais mulher por dentro. E apaixonada por todas as pessoas que me proporcionam uma bela cena, um gesto sincero, um ombro amigo, uma risada escandalosa. É, acho que é mais ou menos isso mesmo.
2011 tá quase chegando na porta, ansioso pra apertar a campainha e eu o deixarei entrar sem grandes expectativas, mas determinada a viver um ano ainda melhor do que 2010.
E sim, eu fiz uma revisão, querendo ou não.
Já quero adiantar meu post de revisão/2010.
No fim do ano passado, me lembro de ter pensado que esse ano tinha tudo pra ser bom. A verdade é que foi bem melhor do que eu pensei.
A verdade é que não quero fazer revisão nenhuma. Esse deve ter sido um dos meus anos mais produtivos, em que eu cultivei algumas amizades importantíssimas e arranquei outras que já estavam crescidas, mas apodreceram. Tive 56 paixões sem fundamento e esqueci todas, nunca deixando de lado os momentos engraçados que elas me proporcionaram. Abracei minha família, e quero deixá-la ainda mais próxima de mim. Fechei o ano escolar (finalmente!) sabendo do que sou capaz e consciente de que tenho que me esforçar mais, se quiser mais. Aprendi muito, com cada situação difícil e feliz que tive. Descobri que despedidas só existem para os fracos, literalmente. Sofri, chorei e amei com todos os esportes que eu acompanho, e a tendência dos vícios é só aumentar. Tive músicas marcantes, filmes marcantes, livros marcantes. Encerrei o técnico levando um puxão de orelha e com lembranças muito boas, apesar das tardes cansativas.
Sensação estranha essa... de que eu finalmente tive um ano em que acertei na maior parte das minhas decisões, de que cresci. Apesar de não gostar de me sentir mais velha, me sinto mais mulher por dentro. E apaixonada por todas as pessoas que me proporcionam uma bela cena, um gesto sincero, um ombro amigo, uma risada escandalosa. É, acho que é mais ou menos isso mesmo.
2011 tá quase chegando na porta, ansioso pra apertar a campainha e eu o deixarei entrar sem grandes expectativas, mas determinada a viver um ano ainda melhor do que 2010.
E sim, eu fiz uma revisão, querendo ou não.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Crying Like a Church on Monday
Como o tempo pode ser tão relativo? Afinal, tudo depende de como é o momento, das pessoas, do seu humor, da sua vontade em considerá-lo longo, curto, bom ou ruim.
Poucas vezes eu acordei e pensei: "Oba, hoje tem aula!"
Eu simplesmente chegava e parecia que a hora não passava, só os amigos e outras pouquíssimas coisas compensavam o que parecia uma eternidade na aula de Física ou uma tortura pra prestar atenção na de Matemática.
Hoje, eu cheguei na escola com cara de poucos amigos. Na verdade, o pesadelo que eu tive também ajudou a transformar tudo num momento bem pior, mas eu estava mesmo é com medo. Medo de aproveitar o momento, de ver o quanto vou sentir falta de algumas pessoas, do clima de lá, e principalmente de pensar "pultz, essa aula não acaba logo!"
Apesar de ser um grande clichê, é sempre válido pensar que só damos o verdadeiro valor para alguma coisa que não temos mais, porque essa verdade é absoluta.
Uns momentos inesquecíveis que eu tive nesse meu período escolar: minhas doenças fingidas pra ir embora no 1º ano, a ansiedade de saber com quem o professor ia me colocar pra sentar, as quadrilhas (sim, eu gosto!), xingar e amar a Nafise, mandar bilhete o dia inteiro pro Pedro falando só bobagem, o Marcos (definitivamente uma das pessoas que eu nunca vou esquecer) e o chocolate inglês que ele levou pra mim no fim das aulas, a saudade das pessoas do Placidina, a mudança pro Washington e meu isolamento opcional, a Fabiana e o Daniel, a biblioteca de lá, o Marlon e a nossa árvore, a mudança pra outra escola, a Jak com o jeito louco dela e a Gléds, uma pessoa autêncica que eu senti muito por ter me afastado esse ano e que gosto demais, o Wallace me chamando de psicótica, a Bruna e o seu adorável jeito, a Carol e suas piadas sarcásticas, a Érika e seus berros malditos na minha orelha, o Erick e nosso Verdão, o Gustavo mudando minhas concepções, aquele sinal que parece uma sirene, pessoas que eu gostei, que eu não gostei, obrigada por tudo.
Apesar de não ter percebido tudo isso, tudo o que vocês fizeram todos esses anos por mim, todos os professores que eu xinguei e elogiei mentalmente, todos que eu puxei o saco, todas as vezes que eu fui pra diretoria, todas as pessoas que passaram pela minha vida que está só começando... impossível esquecê-los.
Hoje eu percebo o tempo, e amanhã eu vou vou percebê-lo também porque sei que ele vai passar voando, e provavelmente vou chorar... mas vai ser mais de felicidade do que de tristeza... e até mesmo por conta de uma saudade antecipada.
Poucas vezes eu acordei e pensei: "Oba, hoje tem aula!"
Eu simplesmente chegava e parecia que a hora não passava, só os amigos e outras pouquíssimas coisas compensavam o que parecia uma eternidade na aula de Física ou uma tortura pra prestar atenção na de Matemática.
Hoje, eu cheguei na escola com cara de poucos amigos. Na verdade, o pesadelo que eu tive também ajudou a transformar tudo num momento bem pior, mas eu estava mesmo é com medo. Medo de aproveitar o momento, de ver o quanto vou sentir falta de algumas pessoas, do clima de lá, e principalmente de pensar "pultz, essa aula não acaba logo!"
Apesar de ser um grande clichê, é sempre válido pensar que só damos o verdadeiro valor para alguma coisa que não temos mais, porque essa verdade é absoluta.
Uns momentos inesquecíveis que eu tive nesse meu período escolar: minhas doenças fingidas pra ir embora no 1º ano, a ansiedade de saber com quem o professor ia me colocar pra sentar, as quadrilhas (sim, eu gosto!), xingar e amar a Nafise, mandar bilhete o dia inteiro pro Pedro falando só bobagem, o Marcos (definitivamente uma das pessoas que eu nunca vou esquecer) e o chocolate inglês que ele levou pra mim no fim das aulas, a saudade das pessoas do Placidina, a mudança pro Washington e meu isolamento opcional, a Fabiana e o Daniel, a biblioteca de lá, o Marlon e a nossa árvore, a mudança pra outra escola, a Jak com o jeito louco dela e a Gléds, uma pessoa autêncica que eu senti muito por ter me afastado esse ano e que gosto demais, o Wallace me chamando de psicótica, a Bruna e o seu adorável jeito, a Carol e suas piadas sarcásticas, a Érika e seus berros malditos na minha orelha, o Erick e nosso Verdão, o Gustavo mudando minhas concepções, aquele sinal que parece uma sirene, pessoas que eu gostei, que eu não gostei, obrigada por tudo.
Apesar de não ter percebido tudo isso, tudo o que vocês fizeram todos esses anos por mim, todos os professores que eu xinguei e elogiei mentalmente, todos que eu puxei o saco, todas as vezes que eu fui pra diretoria, todas as pessoas que passaram pela minha vida que está só começando... impossível esquecê-los.
Hoje eu percebo o tempo, e amanhã eu vou vou percebê-lo também porque sei que ele vai passar voando, e provavelmente vou chorar... mas vai ser mais de felicidade do que de tristeza... e até mesmo por conta de uma saudade antecipada.
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